§ 1007
A morte é o termo da vida terrena. As nossas vidas são medidas pelo tempo no decurso do qual nós mudamos e envelhecemos. E como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte surge como o fim normal da vida. Este aspecto da morte confere uma urgência às nossas vidas: a lembrança da nossa condição de mortais também serve para nos lembrar de que temos um tempo limitado para realizar a nossa vida: «Lembra-te do teu Criador nos dias da mocidade [...], antes que o pó regresse à terra, donde veio, e o espírito volte para Deus que o concedeu» (Ecl 12, 1.7).
Mors terminus est vitae terrestris. Vitae nostrae mensurantur a tempore, in cuius cursu mutamur, senescimus et, sicut apud omnia entia terrae viventia, mors tamquam finis normalis apparet vitae. Haec mortis ratio nostris vitis urgentiam praebet: mortalitatis nostrae recordatio etiam inservit ut nobis in memoriam revocet nos tempus habere limitatum ad vitam nostram deducendam in rem: « Memento Creatoris tui in diebus iuventutis tuae, antequam [...] revertatur pulvis in terram suam, unde erat, et spiritus redeat ad Deum, qui dedit illum » (Eccle 12,1.7).