§ 1070
No Novo Testamento, a palavra «liturgia» é empregada para designar, não somente a celebração do culto divino mas também o anúncio do Evangelho (6) e a caridade em acto (7). Em todas estas situações, trata-se do serviço de Deus e dos homens. Na celebração litúrgica, a Igreja é serva, à imagem do seu Senhor, o único « Liturgo» (8), participando no seu sacerdócio (culto) profético (anúncio) e real (serviço da caridade): «Com razão se considera a liturgia como o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo. Nela, mediante sinais sensíveis e no modo próprio de cada qual, significa-se e realiza-se a santificação dos homens e é exercido o culto público integral pelo corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, pela cabeça e pelos membros. Portanto, qualquer celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo Sacerdote e do seu corpo que é a Igreja, é acção sagrada por excelência e nenhuma outra acção da Igreja a iguala em eficácia com o mesmo título e no mesmo grau» (9).
Verbum « liturgia » in Novo Testamento adhibetur ad denotandum non solum divini cultus celebrationem,5 sed etiam Evangelii nuntium6 et caritatem in actu.7 In omnibus his adiunctis agitur de Dei et hominum servitio. Ecclesia in celebratione liturgica est serva, ad imaginem Domini sui, unius « Liturgi »,8 Eius participans sacerdotium (cultum) propheticum (nuntium) et regale (caritatis servitium): « Merito igitur liturgia habetur veluti Iesu Christi sacerdotalis muneris exercitatio, in qua per signa sensibilia significatur et modo singulis proprio efficitur sanctificatio hominis, et a mystico Iesu Christi corpore, Capite nempe Eiusque membris, integer cultus publicus exercetur. Proinde omnis liturgica celebratio, utpote opus Christi Sacerdotis Eiusque corporis, quod est Ecclesia, est actio sacra praecellenter, cuius efficacitatem eodem titulo eodemque gradu nulla alia actio Ecclesiae adaequat ».9 Liturgia tamquam vitae fons