§ 1380
É de suma conveniência que Cristo tenha querido ficar presente à sua Igreja deste modo único. Uma vez que estava para deixar os seus sob forma visível, Cristo quis dar-nos a sua presença sacramental; e visto que ia sofrer na cruz para nos salvar, quis que tivéssemos o memorial do amor com que nos amou «até ao fim» (Jo 13, 1), até ao dom da própria vida. Com efeito, na sua presença eucarística, Ele fica misteriosamente no meio de nós, como Aquele que nos amou e Se entregou por nós (212), e permanece sob os sinais que exprimem e comunicam este amor: «A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucarístico. Jesus espera-nos neste sacramento do amor. Não regateemos o tempo para estar com Ele na adoração, na contemplação cheia de fé e disposta a reparar as faltas graves e os pecados do mundo. Que a nossa adoração não cesse jamais» (213).
Valde conveniens est, Christum, hoc modo singulari, Ecclesiae Suae praesentem manere voluisse. Quia Christus sub Sua forma visibili relicturus erat Suos, nobis Suam praesentiam volebat donare sacramentalem; quia Ipse Se in cruce oblaturus erat ut nos salvaret, volebat nos memoriale habere amoris quo Ipse nos « in finem dilexit » (Io 13,1), usque ad vitae Suae donum. Re vera, Ipse, in Sua praesentia eucharistica, in medio nostri modo manet arcano sicut Is qui nos dilexit et tradidit Semetipsum pro nobis, 355 et quidem manet sub signis quae hunc amorem exprimunt et communicant: « Ecclesiae quidem et mundo valde opus est eucharistico cultu. Praestolatur nos Iesus hoc in caritatis sacramento. Ne tempori nostro parcamus ut Eum conveniamus cum adoratione, cum contemplatione fidei plena et parata graves culpas et crimina mundi compensare. Adoratio nostra profecto numquam deficiat ». 356