Catecismo · § 1505

§ 1505

Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, como também faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» (Mt 8, 17) (111). Ele não curou todos os doentes. As curas que fazia eram sinais da vinda do Reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa. Na cruz, Cristo tomou sobre Si todo o peso do mal (112) e tirou «o pecado do mundo» (Jo 1, 29), do qual a doença não é mais que uma consequência. Pela sua paixão e morte na cruz. Cristo deu novo sentido ao sofrimento: desde então este pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora. «CURAI OS ENFERMOS...»

Latim

Christus, tot doloribus commotus, non solum Se ab aegrotis tangi permittit, sed miserias nostras facit Suas: « Ipse infirmitates nostras accepit et aegrotationes portavit » (Mt 8,17). 111 Ipse non omnes sanavit aegrotos. Eius sanationes signa erant Adventus Regni Dei. Radicaliorem annuntiabant sanationem: victoriam de peccato et de morte per Eius Pascha. Christus in cruce omne pondus mali super Se accepit 112 et sustulit « peccatum mundi » (Io 1,29), cuius aegritudo nonnisi consequentia est. Per Suam passionem et Mortem in cruce, Christus novum sensum dedit dolori: hic iam nos Ei configurare Eiusque passioni redemptrici potest coniungere. « Infirmos curate... »

Abrir no Catecismo da Igreja Católica completo →