Catecismo · § 156

A FÉ E A INTELIGÊNCIA

O motivo de crer não é o facto de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz da nossa razão natural. Nós cremos «por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganarnos» (20). «Contudo, para que a homenagem da nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados de provas exteriores da sua Revelação» (21). Assim, os milagres de Cristo e dos santos (22), as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, a sua fecundidade e estabilidade «são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos» (23), «motivos de credibilidade», mostrando que o assentimento da fé não é, «de modo algum, um movimento cego do espírito» (24).

Latim

Motivum credendi id non est quod veritates revelatae lumini nostrae rationis naturalis tamquam verae et intelligibiles appareant. Credimus « propter auctoritatem Ipsius Dei revelantis, qui nec falli nec fallere potest ». 160 « Ut nihilominus fidei nostrae "obsequium rationi consentaneum" esset, voluit Deus cum internis Spiritus Sancti auxiliis externa iungi Revelationis Suae argumenta ». 161 Sic Christi et sanctorum miracula, 162 prophetiae, Ecclesiae propagatio et sanctitas, eius fecunditas et stabilitas « divinae Revelationis signa sunt certissima et omnium intelligentiae accommodata », 163 credibilitatis motiva quae ostendunt quod « fidei assensus nequaquam sit motus animi caecus ». 164

Abrir no Catecismo da Igreja Católica completo →