II. A linguagem da fé
Não acreditamos em fórmulas, mas sim nas realidades que as fórmulas exprimem e que a fé nos permite «tocar». «O acto [de fé] do crente não se detém no enunciado, mas na realidade [enunciada]» (48). No entanto, é através das fórmulas da fé que nos aproximamos dessas realidades. As fórmulas permitem-nos exprimir e transmitir a fé, celebrá-la em comunidade, assimilá-la e dela viver cada vez mais.
Non in formulas credimus, sed in res quas illae exprimunt et quas nobis fides « tangere » permittit. « Actus autem [fidei] credentis non terminatur ad enuntiabile, sed ad rem [enuntiatam] ». 188 Tamen ad has res adiutorio formulationum fidei appropinquamus. Hae permittunt fidem exprimere et transmittere, illam in communitate celebrare, illam facere propriam et ex illa magis magisque vivere.