§ 1737
Um efeito pode ser tolerado, sem ter sido querido pelo agente, por exemplo, o esgotamento duma mãe à cabeceira do seu filho doente. O efeito mau não é imputável se não tiver sido querido nem como fim nem como meio do acto, como a morte sofrida quando se levava socorro a uma pessoa em perigo. Para que o efeito mau seja imputável, é necessário que seja previsível e que aquele que age tenha a possibilidade de o evitar como, por exemplo, no caso dum homicídio cometido por um condutor em estado de embriaguez.
Effectus quidam, quin ab agente sit volitus, potest tolerari, exempli gratia extrema matris ad lectum filii aegrotantis defatigatio. Effectus malus imputabilis non est, si non est volitus nec ut finis nec ut medium actionis, sic mors accepta dum cuidam personae versanti in periculo fertur auxilium. Ut effectus malus sit imputabilis, requiritur ut ille possit praevideri et ut agens possibilitatem habeat illum evitandi, exempli gratia in casu homicidii ab eo commissi qui vehiculum in statu ducit ebrietatis.