§ 1778
A consciência moral é um juízo da razão, pelo qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral dum acto concreto que vai praticar, que está prestes a executar ou que já realizou. Em tudo quanto diz e faz, o homem tem obrigação de seguir fielmente o que sabe ser justo e recto. E pelo juízo da sua consciência que o homem tem a percepção e reconhece as prescrições da lei divina: A consciência «é uma lei do nosso espírito, mas que o ultrapassa, nos dá ordens, e significa responsabilidade e dever, temor e esperança [...]. É a mensageira d'Aquele que, tanto no mundo da natureza como no da graça, nos fala veladamente, nos instrui e nos governa. A consciência é o primeiro de todos os vigários de Cristo» (52).
Conscientia moralis est rationis iudicium quo persona humana qualitatem moralem actus agnoscit concreti quem illa factura est, quem efficit vel quem perfecit. Homo in omnibus quae dicit vel facit, fideliter sequi tenetur quod ipse iustum et rectum esse scit. Homo, per suae conscientiae iudicium, praescripta Legis divinae percipit et agnoscit: Conscientia « est nostri spiritus lex, sed quae nostrum superat spiritum, quae nobis praescriptiones facit, quae responsabilitatem et officium, timorem significat et spem. [...] Ipsa est nuntia Illius qui, in ordine naturae sicut in illo gratiae, nobis per velamentum loquitur, nos instruit et gubernat. Conscientia est omnium Christi vicariorum primus ».72