Catecismo · § 1828

§ 1828

A prática da vida moral animada pela caridade dá ao cristão a liberdade espiritual dos filhos de Deus. O cristão já não está diante de Deus como um escravo, com temor servil, nem como o mercenário à espera do salário, mas como um filho que corresponde ao amor «d'Aquele que nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19): «Nós, ou nos desviamos do mal por temor do castigo e estamos na atitude do escravo, ou vivemos à espera da recompensa e parecemo-nos com os mercenários; ou, finalmente, é pelo bem em si e por amor d'Aquele que manda, que obedecemos [...], e então estamos na atitude própria dos filhos» (82). 1829 Os frutos da caridade são: a alegria, a paz e a misericórdia; exige a prática do bem e a correcção fraterna; é benevolente; suscita a reciprocidade, é desinteressada e liberal: é amizade e comunhão: «A consumação de todas as nossas obras é o amor. É nele que está o fim: é para a conquista dele que corremos; corremos para lá chegar e, uma vez chegados, é nele que descansamos» (83).

Latim

Praxis vitae moralis caritate animata spiritualem filiorum Dei libertatem praebet christiano. Hic non amplius sistit coram Deo tamquam servus in timore servili neque tamquam mercennarius salarium quaerens, sed tamquam filius qui amori respondet Illius qui « prior dilexit nos » (1 Io 4,19): « Aut enim supplicii metu a malo declinamus, versamurque in affectu servili; aut mercedis fructus requirentes, ob nostram ipsorum utilitatem mandata explemus, et hoc pacto mercennariis efficimur similes; aut ob ipsum honestum caritatemque erga Legislatorem nostrum [...], et ita demum ut filii afficimur ». 102

Abrir no Catecismo da Igreja Católica completo →