Catecismo · § 1863

§ 1863

O pecado venial enfraquece a caridade, traduz um afecto desordenado aos bens criados, impede o progresso da pessoa no exercício das virtudes e na prática do bem moral; e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e não seguido de arrependimento, dispõe, a pouco e pouco, para cometer o pecado mortal. No entanto, o pecado venial não quebra a aliança com Deus e é humanamente reparável com a graça de Deus. «Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade, nem, portanto, da bem-aventurança eterna» (98). «Enquanto vive na carne, o homem não é capaz de evitar totalmente o pecado, pelo menos os pecados leves. Mas estes pecados, que chamamos leves, não os tenhas por insignificantes. Se os tens por insignificantes quando os pesas, treme quando os contas. Muitos objectos leves fazem uma massa pesada; muitas gotas de água enchem um rio; muitos grãos fazem um monte. Onde, então, está a nossa esperança? Antes de mais, na confissão...» (99).

Latim

Peccatum veniale caritatem debilitat; deordinatam erga bona creata exprimit affectionem; animae progressum impedit in virtutum exercitio et in boni moralis praxi; poenas meretur temporales. Peccatum veniale deliberatum et sine poenitentia permanens nos paulatim disponit ad peccatum committendum mortale. Tamen peccatum veniale Foedus non disrumpit cum Deo. Cum gratia Dei est humanitus reparabile. « Non privat gratia sanctificante, amicitia cum Deo, caritate neque aeterna beatitudine »: 118 « Non potest homo, quamdiu carnem portat, nisi habere vel levia peccata. Sed ista levia quae dicimus, noli contemnere. Si contemnis quando appendis; expavesce, quando numeras. Levia multa faciunt unum grande: multae guttae implent flumen; multa grana faciunt massam. Et quae spes est? Ante omnia, Confessio... ». 119

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