§ 1903
A autoridade só é exercida legitimamente na medida em que procurar o bem comum do respectivo grupo e em que, para o atingir, empregar meios moralmente lícitos. No caso de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, tais disposições não podem obrigar as consciências. «Neste caso, a própria autoridade deixa de existir e degenera em abuso do poder» (24).
Auctoritas legitime exercetur solummodo si bonum quaerit commune coetus, de quo agitur, et ad illud consequendum media adhibet moraliter licita. Si eveniat ut rectores leges edicant iniustas vel consilia ordini morali capiant contraria, talia mandata conscientias obligare non possent. « Tunc auctoritas ipsa plane corruit, et foeda sequitur iniuria ». 154