§ 2002
A livre iniciativa de Deus reclama a resposta livre do homem, porque Deus criou o homem à sua imagem, conferindo-lhe, com a liberdade, o poder de O conhecer e de O amar. Só livremente é que a sua alma entra na comunhão do amor. Deus toca imediatamente e move directamente o coração do homem. Colocou no homem uma aspiração à verdade e ao bem, que só Ele pode satisfazer. As promessas da «vida eterna» correspondem a esta aspiração, para além de toda a esperança. «Se Tu, após as tuas obras muito boas, [...] descansaste no sétimo dia, foi para nos dizer de antemão, pela voz do Teu Livro, que no termo das nossas obras, que "são muito boas" pelo simples facto de teres sido Tu quem no-las deu, também nós repousaremos em Ti, no Sábado da vida eterna» (58).
Liberum Dei inceptum liberam hominis responsionem exigit, quia Deus hominem ad Suam creavit imaginem, ei, cum libertate, conferens potestatem Ipsum cognoscendi et amandi. Anima solummodo libere communionem ingreditur amoris. Deus immediate tangit et directe movet cor hominis. In homine posuit appetitionem ad veritatem et bonum quam solum Ipse complere potest. « Vitae aeternae » promissiones respondent, ultra omnem spem, huic appetitioni: « Ut id, quod Tu post opera Tua bona valde, quamvis ea quietus feceris, requievisti septimo die, hoc praeloquatur nobis vox Libri Tui, quod et nos post opera nostra ideo bona valde, quia Tu nobis ea donasti, Sabbato vitae aeternae requiescamus in Te ». 237