§ 2005
Sendo, como é, de ordem sobrenatural, a graça escapa nossa experiência e só pode ser conhecida pela fé. Não podemos, pois, basear-nos nos nossos sentimentos nem nas nossas obras, para daí concluirmos que estamos justificados e salvos (61). No entanto, segundo a palavra do Senhor, que diz: «Pelos seus frutos os conhecereis» (Mt 7, 20), a consideração dos benefícios de Deus na nossa vida e na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior e a uma atitude de pobreza confiante: Encontramos uma das mais belas ilustrações desta atitude na resposta de Santa Joana d'Arc a uma pergunta capciosa dos seus juízes eclesiásticos: «Interrogada sobre se sabe se está na graça de Deus, responde; "Se não estou, Deus nela me ponha: se estou, Deus nela me guarde"» (62). «Vós sois glorificado na assembleia dos santos: quando coroais os seus mérito> coroais os vossos próprios dons» (63).
Gratia, supernaturalis cum sit, nostrae se subducit experientiae et non nisi per fidem potest cognosci. Non possumus igitur nostris animi sensibus vel nostris operibus inniti ut exinde deducamus nos iustificatos esse vel salvatos. 240 Tamen secundum Domini verbum: « Ex operibus eorum cognoscetis eos » (Mt 7,20), consideratio beneficiorum Dei in vita nostra et in sanctorum vita nobis pignus offert gratiam in nobis operari nosque incitat ad fidem semper maiorem et ad habitum fretae paupertatis. Quaedam ex pulcherrimis huius habitus illustrationibus in responsione sanctae Ioannae de Arco invenitur ad captiosam eius iudicum ecclesiasticorum quaestionem « Interrogata an sciat quod ipsa sit in gratia Dei: Respondit: "Si ego non sim, Deus ponat me; si ego sim, Deus me teneat in illa" ». 241 III. Meritum « In sanctorum concilio celebraris, et eorum coronando merita Tua dona coronas ». 242