§ 2009
A adopção filial, tornando-nos, pela graça, participantes da natureza divina, pode conferir-nos, segundo a justiça gratuita de Deus, um verdadeiro mérito. Trata-se de um direito derivante da graça, o direito pleno do amor que nos faz «co-herdeiros» de Cristo e dignos de obter a «herança prometida da vida eterna» (64). Os méritos das nossas boas obras são dons da bondade divina (65). «A graça precedeu; agora restitui-se o que é devido [...] Os méritos são dons de Deus» (66).
Adoptio filialis, nos, per gratiam, reddens naturae divinae participes, secundum iustitiam Dei gratuitam, verum meritum nobis potest conferre. Ibi ius habetur per gratiam, ius amoris plenum, quod nos « coheredes » facit Christi et dignos qui vitae aeternae hereditatem promissam obtineamus. 243 Nostrorum bonorum operum merita dona sunt bonitatis divinae. 244 « Ante gratia donabatur, modo debitum redditur. [...] Dona Ipsius sunt merita tua ». 245