Catecismo · § 2011

§ 2011

A caridade de Cristo é, em nós, a fonte de todos os nossos méritos diante de Deus. A graça, unindo-nos a Cristo com um amor activo, assegura a qualidade sobrenatural dos nossos actos e, por consequência, o seu mérito, tanto diante de Deus como diante dos homens. Os santos tiveram sempre uma consciência viva de que os seus méritos eram pura graça. «Depois do exílio da terra, espero ir gozar de Vós na Pátria, mas não quero acumular méritos para o céu, quero é trabalhar só por vosso amor [...] Na noite desta vida, aparecerei diante de Vós com as mãos vazias, pois não Vos peço, Senhor, que conteis as minhas obras. Todas as nossas justiças têm manchas aos vossos olhos. Quero, portanto, revestir-me com a vossa própria Justiça, e receber do vosso Amora posse eterna de Vós mesmo...» (67).

Latim

Christi caritas est in nobis omnium nostrorum meritorum fons coram Deo. Gratia, nos cum Christo amore coniungens activo, qualitatem nostrorum actuum praestat supernaturalem et, consequenter, eorum meritum coram Deo sicut coram hominibus. Sancti semper vivam habuerunt conscientiam merita eorum pura esse gratiam: « Post terrae exilium, spero me esse profecturam ad Te in Patria fruendum, sed nolo ad caelum congerere merita, volo propter Tuum solum amorem laborare [...]. Vespere huius vitae coram Te vacuis apparebo manibus, non enim a Te peto, Domine, ut mea aestimes opera. Omnes iustitiae nostrae ante oculos Tuos habent maculas. Volo igitur Tua propria revestiri iustitia et a Tuo amore possessionem Tui Ipsius recipere aeternam... ». 246 IV. Sanctitas christiana

Abrir no Catecismo da Igreja Católica completo →