§ 2063
A Aliança e o diálogo entre Deus e o homem são ainda comprovados pelo facto de todas as obrigações serem enunciadas em primeira pessoa ("Eu sou o Senhor...") e dirigidas a um outro sujeito ("tu..."). Em todos os mandamentos de Deus, é um pronome pessoal singular que designa o destinatário. Ao mesmo tempo que a todo o povo, Deus faz conhecer a sua vontade a cada um em particular: «O Senhor prescreveu o amor para com Deus e ensinou a justiça para com o próximo, para que o homem não fosse nem injusto nem indigno de Deus. Assim, através do Decálogo, Deus preparava o homem para se tornar seu amigo e ter um só coração com o seu próximo [...]. As palavras do Decálogo continuam a ser para nós [cristãos] o que eram; longe de serem abolidas, elas receberam amplificação e desenvolvimento, com o facto da vinda do Senhor na carne» (15).
Foedus et dialogus inter Deum et hominem testimonium etiam accipiunt ex eo quod omnia officia in prima enuntiantur persona (« Ego sum Dominus... ») et ad aliud diriguntur subiectum (« Tu... »). In omnibus Dei mandatis, pronomen personale habetur singulare quod eum designat ad quem diriguntur. Deus, simul ac omni populo, unicuique singillatim Suam voluntatem praebet cognoscendam: « Et erga Deum dilectionem praecipiebat et eam quae ad proximum est iustitiam insinuabat, ut neque iniustus neque indignus sit Deo, praestruens hominem per Decalogum in Suam amicitiam et eam quae circa proximum est concordiam [...]. Et ideo similiter [Decalogi verba] permanent apud nos [christianos], extensionem et augmentum, sed non dissolutionem accipientia per carnalem Eius Adventum ».15 Decalogus in Traditione Ecclesiae