Catecismo · § 2113

§ 2113

A idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela consiste em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demónios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro, etc., «Vós não podereis servir a Deus e ao dinheiro», diz Jesus (Mt 6, 24). Muitos mártires foram mortos por não adorarem «a Besta» (42), recusando-se mesmo a simularem-lhe o culto. A idolatria recusa o senhorio único de Deus; é, pois, incompatível com a comunhão divina (43).

Latim

Idololatria non refertur solummodo ad falsos paganismi cultus. Permanet constans fidei tentatio. Consistit in deificando id quod Deus non est. Idololatria habetur semper cum homo creaturam loco Dei honorat et reveretur, sive de diis agatur vel de daemonibus (exempli gratia satanismus), de potestate, de voluptate, de stirpe, de atavis, de Statu, de pecunia, etc. « Non potestis Deo servire et mammonae », dicit Iesus (Mt 6,24). Complures martyres occubuerunt ne adorarent « Bestiam »,64 eius cultus etiam reiicientes simulationem. Idololatria unicum Dei recusat Dominatum; ideo cum communione divina nequit componi.65

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