§ 2414
O sétimo mandamento proíbe os actos ou empreendimentos que, seja por que motivo for – egoísta ou ideológico, mercantil ou totalitário – conduzam a escravizar seres humanos, a desconhecer a sua dignidade pessoal, a comprá-los, vendê-los e trocá-los como mercadoria. É um pecado contra a dignidade das pessoas e seus direitos fundamentais reduzi-las, pela violência, a um valor utilitário ou a uma fonte de lucro. São Paulo ordenava a um amo cristão que tratasse o seu escravo, também cristão, «não já como escravo mas como irmão [...], tanto humanamente como no Senhor» (Flm 16).
Septimum praeceptum actus vetat et incepta quae, quacumque ex causa, a caeco sui amore mota (« egoistica ») vel ideologica, mercatoria vel totalitaria, ad creaturas humanas subiiciendas ducunt, ad earum dignitatem personalem non agnoscendam, ad illas emendas, vendendas et permutandas sicut mercimonia. Easdem per violentiam ad valorem usus vel ad fontem lucri reducere peccatum est contra personarum dignitatem earumque iura fundamentalia. Sanctus Paulus cuidam domino christiano mandabat ut suum christianum servum tractaret « iam non ut servum sed [...] carissimum fratrem [...] et in carne et in Domino » (Philm 16). Observantia integritatis creationis