§ 2478
Para evitar o juízo temerário, cada um procurará interpretar em sentido favorável, tanto quanto possível, os pensamentos, as palavras e os actos do seu próximo: «Todo o bom cristão deve estar mais pronto a interpretar favoravelmente a opinião ou afirmação obscura do próximo do que a condená-la. Se de modo nenhum a pode aprovar, interrogue-se sobre como é que ele a compreende: se ele pensa ou compreende menos rectamente, corrija-o com benevolência; e se isso não basta, tentem-se todos os meios oportunos para que, compreendendo-a bem, ele regresse do erro são e salvo» (238).
Ad iudicium vitandum temerarium, unusquisque, quantum fieri potest, sensu favorabili, cogitationes, verba et actiones proximi sui curabit interpretari: « Supponendum est, christianum unumquemque pium debere promptiore animo sententiam seu propositionem obscuram alterius in bonam trahere partem, quam damnare. Si vero nulla eam ratione tutari possit, exquirat dicentis mentem; et si minus recte sentiat vel intelligat, corripiat benigne; hoc nisi sufficit, vias omnes opportunas tentet, quibus illum sanum intellectu, ac securum reddat ab errore ». 373