§ 248
A tradição oriental exprime, antes de mais, o carácter de origem primeira do Pai em relação ao Espírito. Ao confessar o Espírito como «saído do Pai» (Jo 15, 26), afirma que Eleprocede do Pai pelo Filho (58). A tradição ocidental exprime, sobretudo, a comunhão consubstancial entre o Pai e o Filho, ao dizer que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho(Filioque). E di-lo «de maneira legítima e razoável» (59), «porque a ordem eterna das pessoas divinas na sua comunhão consubstancial implica que o Pai seja a origem primeira do Espírito, enquanto «princípio sem princípio» (60), mas também que, enquanto Pai do Filho Único, seja com Ele «o princípio único de que procede o Espírito Santo» (61). Esta legítima complementaridade, se não for exagerada, não afecta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério confessado.
Traditio orientalis imprimis notam exprimit Patris ut primae originis relate ad Spiritum. Profitens Spiritum « qui a Patre procedit » (Io 15,26), Eum affirmat a Patre per Filium procedere.74 Traditio vero occidentalis imprimis consubstantialem communionem inter Patrem et Filium affirmat, Spiritum ex Patre Filioque procedere dicens. Ipsa hoc « licite et rationabiliter »75 dicit, quia Personarum divinarum aeternus ordo in communione consubstantiali implicat Patrem, quatenus « est principium sine principio »,76 primam originem esse Spiritus, sed etiam, quatenus Filii unici est Pater, cum Illo unicum esse principium ex quo, « tamquam ex uno principio »,77 Spiritus procedit. Haec licita complementaritas, nisi exacerbetur, identitatem fidei in realitatem eiusdem mysterii proclamati non afficit. III. Sanctissima Trinitas in doctrina fidei Dogmatis trinitarii efformatio