Catecismo · § 2501

§ 2501

«Criado à imagem de Deus» (247), o homem exprime também a verdade da sua relação com Deus Criador pela beleza das suas obras artísticas. A arte é, com efeito, uma forma de expressão especificamente humana. Para além da busca da satisfação das necessidades vitais, comum a todas as criaturas vivas, a arte é uma superabundância gratuita da riqueza interior do ser humano. Fruto do talento dado pelo Criador e do esforço do próprio homem, a arte é uma forma de sabedoria prática, unindo conhecimento e habilidade (248) para dar forma à verdade duma realidade, em linguagem acessível à vista ou ao ouvido. A arte comporta assim uma certa semelhança com a actividade de Deus no mundo criado, na medida em que se inspira na verdade e no amor dos seres. Como qualquer outra actividade humana, a arte não tem em si mesma o seu fim absoluto; mas é ordenada e enobrecida pelo fim último do homem (249).

Latim

Homo « ad imaginem Dei creatus », 382 veritatem suae relationis ad Deum Creatorem per suorum artificiosorum operum etiam exprimit pulchritudinem. Ars, re vera, expressionis proprie humanae est forma; ultra conatum necessitatibus vitalibus satisfaciendi, qui omnibus creaturis viventibus est communis, ipsa est superabundantia gratuita interiorum divitiarum creaturae humanae. Ars, e talento praestito a Creatore et ex ipsius hominis nisu orta, forma est sapientiae practicae, cognitionem et industriam coniungens 383 ad formam praebendam veritati realitatis in sermone pervio ad visum et ad auditum. Sic ars quamdam implicat similitudinem cum activitate Dei in creatione, quatenus rerum veritate inspiratur et amore. Ars, sicut quaelibet alia humana activitas, finis in se ipsa non est absolutus, sed ultimo hominis ordinatur fini eoque nobilitatur. 384

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