II. O combate pela pureza
O Baptismo confere a quem o recebe a graça da purificação de todos os pecados. Mas o baptizado tem de continuar a lutar contra a concupiscência da carne e os desejos desordenados. Com a graça de Deus, consegui-lo-ei: – pela virtude e pelo dom da castidade, pois a castidade permite amar com um coração recto e sem partilha; – pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o verdadeiro fim do homem: com um olhar simples, o baptizado procura descobrir e cumprir em tudo a vontade de Deus (264); – pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentidos e da imaginação; pela rejeição da complacência em pensamentos impuros que o levariam a desviar-se do caminho dos mandamentos divinos: «a vista excita a paixão dos insensatos» (Sb 15, 5). – pela oração: «Eu pensava que a continência dependia das minhas próprias forças, forças que em mim não conhecia. E era suficientemente louco para não saber [...] que ninguém pode ser continente, se Tu lho não concederes. E de certo Tu o terias concedido, se com gemido interior eu chamasse aos teus ouvidos e se com fé sólida lançasse em Ti o meu cuidado» (265).
Baptismus ei, qui illum recipit, confert gratiam purificationis omnium peccatorum. Sed baptizatus pergere debet contra carnis concupiscentiam et cupiditates inordinatas certare. Cum gratia Dei ad id pervenit: — virtute et dono castitatis, quia castitas corde recto et sine divisione amare permittit; — intentionis puritate, quae consistit in intendendo ad verum hominis finem: baptizatus, oculo simplici, in omnibus voluntatem Dei invenire et adimplere nititur; 399 — puritate intuitus, exterioris et interioris; disciplina sensuum et imaginationis; reiectione omnis obsequentiae in impuris cogitationibus quae inclinant ad se avertendum a mandatorum divinorum via: « Aspectus insensatis in concupiscentiam venit » (Sap 15,5); — oratione: « Propriarum virium credebam esse continentiam, quarum mihi non eram conscius, cum tam stultus essem, ut nescirem [...] neminem posse esse continentem, nisi Tu dederis. Utique dares, si gemitu interno pulsarem aures Tuas et fide solida in Te iactarem curam meam ». 400