§ 2537
Não é violar este mandamento desejar obter coisas que pertencem ao próximo, desde que seja por meios legítimos. A catequese tradicional menciona, com realismo, «os que têm que lutar mais contra as suas cobiças criminosas» e que, portanto, precisam de ser «exortados com mais insistência a observarem este preceito»: «São [.. .] os comerciantes que desejam a falta ou carestia das coisas, que vêem com pena não serem eles os únicos a comprar e a vender, o que lhes permitiria vender mais caro e comprar mais barato; os que desejam ver o seu semelhante na miséria, para obterem maiores lucros, quer vendendo quer comprando [...]. Os médicos, que desejam que haja doentes; os advogados, que reclamam causas e processos importantes e numerosos...» (270).
Hoc praeceptum non violatur desiderando res obtinere quae ad proximum pertinent, dummodo id iustis sit mediis. Traditionalis catechesis cum sensu realitatis indicat illos « qui prae ceteris hoc cupiditatis vitio laborant » et quos proinde oportet « ad colendum hoc praeceptum diligentius cohortari »: « illi sunt [...] mercatores [...], qui rerum penuriam annonaeque caritatem expetunt, atque id aegre ferunt, ut alii praeter ipsos sint qui vendant aut emant, quo carius vendere aut vilius emere ipsi possint; qua in re item peccant, qui alios egere cupiunt, ut aut vendendo aut emendo ipsi lucrentur. [...] Medici item qui morbos desiderant; iure consulti qui causarum litiumque vim copiamque concupiscunt... ». 405