§ 2550
Neste caminho da perfeição, o Espírito e a Esposa chamam quem os escuta (291) à comunhão perfeita com Deus: «Ali será a verdadeira glória; ninguém ali será louvado por engano ou por lisonja; as verdadeiras honras não serão nem recusadas aos que as merecem, nem dadas aos indignos delas; aliás, não haverá ali indigno que as pretenda, pois só os dignos lá serão admitidos. Ali reinará a verdadeira paz; ninguém terá oposição, nem de si mesmo nem dos outros. O próprio Deus será a recompensa da virtude, Ele que a deu e Se lhe prometeu como recompensa, a maior e melhor que possa existir: [...] "Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" (Lv 26, 12) [...] É também este o sentido das palavras do Apóstolo: "Para que Deus seja tudo em todos" (I Cor 15, 28). Ele mesmo será o fim dos nossos desejos, Ele que nós havemos de contemplar sem fim, de amar sem saciedade, de louvar sem cansaço. É este dom, este afecto, esta ocupação serão, sem dúvida, comuns a todos como a vida eterna» (292). Resumindo:
In hac perfectionis via, Spiritus et Sponsa vocant eos, qui illos audiunt, 426 ad perfectam cum Deo communionem: « Vera ibi gloria erit, ubi laudantis nec errore quisquam nec adulatione laudabitur; verus honor, qui nulli negabitur digno, nulli deferetur indigno; sed nec ad eum ambiet ullus indignus, ubi nullus permittetur esse nisi dignus; vera pax, ubi nihil adversi nec a se ipso nec ab aliquo quisque patietur. Praemium virtutis erit Ipse, qui virtutem dedit eique Se Ipsum, quo melius et maius nihil possit esse, promisit. [...] "Ero illorum Deus, et ipsi erunt mihi plebs" (Lv 26,12) [...]. Sic enim et illud recte intellegitur, quod ait Apostolus: "Ut sit Deus omnia in omnibus" (1 Cor 15,28). Ipse finis erit desideriorum nostrorum, qui sine fine videbitur, sine fastidio amabitur, sine fatigatione laudabitur. Hoc munus, hic adfectus, hic actus profecto erit omnibus, sicut ipsa vita aeterna communis ». 427 Compendium