A PROMESSA E A ORAÇÃO DA FÉ
Quando Deus o chama, Abraão parte «como o Senhor lhe tinha mandado» (Gn 12, 4). O seu coração está completamente «submetido à Palavra»: ele obedece. A escuta do coração que se decide em conformidade com Deus é essencial à oração; as palavras têm um valor relativo. Mas a oração de Abraão exprime-se, antes de mais, em actos: homem de silêncio, constrói, em cada etapa, um altar ao Senhor. Só mais tarde é que aparece a sua primeira oração por palavras: uma queixa velada que lembra a Deus as suas promessas que não parecem cumprir-se (10). Assim nos aparece, desde o princípio, um dos aspectos do drama da oração: a prova da fé na fidelidade de Deus.
Abraham, statim ac Deus eum vocat, proficiscitur « sicut praeceperat ei Dominus » (Gn 12,4): eius cor est plene « verbo subiectum », oboedit. Auscultatio cordis, quod se secundum Deum determinat, orationi est essentialis, verba ei sunt relativa. Sed oratio Abrahae imprimis exprimitur actibus: silentii homo, singulis stationibus, Domino construit altare. Solummodo serius eius prima verbalis apparet oratio: tecta lamentatio quae Deo Eius commemorat promissiones quae non videntur effici.20 Sic, inde ab initio, quaedam apparet ratio dramatis orationis: probatio fidei in Dei fidelitatem.