§ 2577
Nesta intimidade com o Deus fiel, lento em irar-Se e cheio de amor (20), Moisés hauriu a força e a tenacidade da sua intercessão. Ele não ora por si, mas pelo povo que Deus adquiriu para Si. Já durante o combate com os amalecitas (21) ou para obter a cura de Miriam (22), Moisés foi intercessor. Mas foi sobretudo após a apostasia do povo que ele «se mantém na brecha» diante de Deus (Sl 106, 23), para salvar o mesmo povo (23). Os argumentos da sua oração (a intercessão também é um combate misterioso) irão inspirar a audácia dos grandes orantes, tanto do povo judaico como da Igreja: Deus é amor e, portanto, é justo e fiel; Ele não pode contradizer-Se; há-de, por conseguinte, lembrar-Se das suas acções maravilhosas; está em jogo a sua glória; Ele não pode abandonar o povo que tem o seu nome.
In hac intimitate cum Deo fideli, lento ad iram et amoris pleno,30 Moyses vim hausit et tenacitatem suae intercessionis. Non pro se orat, sed pro populo quem Deus Sibi acquisivit. Iam in proelio contra Amalec31 vel ad obtinendam sanationem Mariae,32 Moyses intercedit. Sed praesertim post populi apostasiam « stetit in confractione » in conspectu Dei (Ps 106,23) ad populum salvandum.33 Eius orationis argumenta (intercessio est etiam arcana dimicatio) audaciam inspirabunt magnorum orantium populi Iudaici, sicut etiam Ecclesiae: Deus amor est, iustus igitur est et fidelis; Ipse Sibi contradicere nequit, mirabilium Suorum debet recordari, de Eius agitur gloria, hunc nequit derelinquere populum qui Eius fert Nomen. David et oratio regis