§ 260
O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade (82). Mas já desde agora nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: «Quem me tem amor, diz o Senhor, porá em prática as minhas palavras. Meu Pai amá-lo-á; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14, 23): «Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim, para me estabelecer em Vós, imóvel e pacifica como se já a minha alma estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundeza do vosso mistério! Pacificai a minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que nunca ai eu Vos deixe só, mas que esteja lá inteiramente, toda desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vossa acção criadora» (83). Resumindo:
Totius Oeconomiae divinae finis ultimus est creaturarum in unitatem perfectam Beatissimae Trinitatis ingressus.98 Sed iam nunc vocamur ut a Sanctissima inhabitemur Trinitate. Dicit enim Dominus: « Si quis diligit me, sermonem meum servabit, et Pater meus diliget eum, et ad eum veniemus et mansionem apud eum faciemus » (Io 14,23): « O Deus meus, Trinitas quam adoro, adiuva me ut mei plene obliviscar ad me immobilem et serenam in Te stabiliendam, quasi anima mea in aeternitate iam esset; nihil pacem meam perturbare possit neque me ex Te educere, o mi Immutabilis, sed unumquodque temporis momentum me altius ducat in profunditatem mysterii Tui! Animam meam pacifica; fac ex ea caelum Tuum, mansionem Tuam dilectam et locum quietis Tuae. Utinam nunquam Te ibi relinquam solum, sed Tecum sim ibi tota egomet ipsa, tota in fide mea vigilans, tota in adoratione, tota actioni creatrici Tuae dedita ».99 Compendium