Catecismo · § 2697

A VIDA DE ORAÇÃO

A oração é a vida do coração novo. Deve animar-nos a todo o momento. Mas acontece que nos esquecemos d'Aquele que é a nossa vida e o nosso tudo. É por isso que os Padres espirituais, na sequência do Deuteronómio e dos profetas, insistem na oração como «lembrança de Deus», frequente despertador da «memória do coração». «Devemos lembrar-nos de Deus com mais frequência do que respiramos» (1). Mas não se pode orar «em todo o tempo», se não se orar em certos momentos, voluntariamente: são os tempos fortes da oração cristã, em intensidade e duração.

Latim

Oratio vita est cordis novi. Eadem nos singulis momentis animare debet. Tamen Illius obliviscimur qui nostra est Vita et nostrum Totum. Hac de causa, Patres spirituales, in Deuteronomii et Prophetarum traditione, de oratione insistunt tamquam de « recordatione Dei », frequenti excitatione « memoriae cordis ». « Dei recordandum saepius quam respirandum ». 178 Sed orare « omni tempore » possibile non est, nisi quibusdam momentis oratio fiat, eam volendo: haec firma sunt tempora orationis christianae in intensitate et diuturnitate.

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