PERANTE AS TENTAÇÕES NA ORAÇÃO
A tentação mais comum e a mais oculta é a nossa falta de fé. Exprime-se menos por uma incredulidade declarada do que por uma preferência de facto. Quando começamos a orar, mil trabalhos e preocupações, julgados urgentes, apresentam-se-nos como prioritários. É mais uma vez o momento da verdade do coração e do seu amor preferencial. Umas vezes, voltamo-nos para o Senhor como nosso último recurso: mas será que acreditamos mesmo n'Ele? Outras vezes, tomamos o Senhor como aliado, mas conservamos o coração cheio de presunção. Em todos os casos, a nossa falta de fé revela que ainda não temos as disposições de um coração humilde: «Sem Mim, nada podereis fazer» (Jo 15, 5).
Tentatio frequentissima, occultissima, est noster fidei defectus. Hic minus in incredulitate manifesta exprimitur quam in praeferentia de facto. Cum orare incipimus, mille labores vel curae, quae urgere aestimantur, sese tamquam primaria exhibent; iterum tunc est momentum veritatis cordis et eius amoris potioris. Interdum ad Dominum vertimur tamquam ad ultimum recursum; at numquid id vere creditur? Interdum Dominum tamquam foedere sociatum sumimus, sed cor adhuc in arrogantia permanet. In omnibus casibus, noster fidei defectus revelat, nos illam humilis cordis nondum habere dispositionem: « Sine me nihil potestis facere » (Io 15,5).