§ 2737
«Não tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões» (Tg 4, 2-3) (23). Se pedirmos com um coração dividido, «adúltero» (24), Deus não pode atender-nos, pois quer o nosso bem, a nossa vida. «Ou pensais que a Escritura diz em vão: "o Espírito que habita em nós ama-nos com ciúme"?» (Tg 4, 5). O nosso Deus é «ciumento» de nós e isso é sinal da verdade do seu amor. Entremos no desejo do seu Espírito e seremos atendidos: «Não te aflijas, se não recebes logo de Deus o que Lhe pedes: é que Ele quer beneficiar-te ainda mais pela tua perseverança em permanecer com Ele na oração» (25). Ele quer «que o nosso desejo se exercite na oração dilatando-nos, de modo a termos capacidade para receber o que Ele prepara para nos dar» (26).
« Non habetis, propter quod non postulatis; petitis et non accipitis, eo quod male petitis, ut in concupiscentiis vestris insumatis » (Iac 4,2-3). 200 Si corde petimus diviso, « adultero », 201 Deus nos exaudire nequit, quia Ipse nostrum vult bonum, nostram vitam. « Aut putatis quia inaniter Scriptura dicat: "Ad invidiam concupiscit Spiritus, qui inhabitat in nobis"? » (Iac 4,5). Deus noster est « zelotes » nostri, id quod signum est veritatis amoris Eius. Ingrediamur in desiderium Spiritus Eius et exaudiemur: « Ne tamquam in potestate procedens petitionem confestim exquiras; vult enim tibi plurimum conferre beneficium perseveranti in oratione ». 202 Ipse vult « exerceri in orationibus desiderium nostrum, quo possimus capere, quod praeparat dare ». 203 Quomodo oratio nostra efficax sit?