Catecismo · § 2766

§ 2766

Mas Jesus não nos deixa uma fórmula para ser repetida maquinalmente (14). Como em toda a oração vocal, é pela Palavra de Deus que o Espírito Santo ensina os filhos de Deus a orar ao seu Pai. Jesus dá-nos, não somente as palavras da nossa oração filial, mas também, ao mesmo tempo, o Espírito pelo qual elas se tornam em nós «espírito e vida» (Jo 6, 63). Mais ainda: a prova e a possibilidade da nossa oração filial é que o Pai «enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: "Abbá! ó Pai!"» (Gl 4, 6). Uma vez que a nossa oração traduz os nossos desejos diante do Pai, é ainda «Aquele que sonda os corações», o Pai, que «conhece o desejo do Espírito, porque é de acordo com Deus que o Espírito intercede pelos santos» (Rm 8, 27). A oração ao nosso Pai insere-se na missão misteriosa do Filho e do Espírito.

Latim

Sed Iesus nobis non relinquit formulam machinali modo repetendam. 237 Sicut in omni oratione vocali, per Verbum Dei, Spiritus Sanctus filios Dei docet eorum Patrem orare. Iesus nobis dat non solum verba nostrae orationis filialis, simul nobis praebet Spiritum ut eadem in nobis efficiantur « spiritus [...] et vita » (Io 6,63). Immo, filialis nostrae orationis ratio et possibilitas in eo est quod Pater « misit [...] Spiritum Filii Sui in corda nostra clamantem: "Abba, Pater!" » (Gal 4,6). Quia nostra oratio desideria nostra interpretatur coram Patre, etiam Ille, « qui [...] scrutatur corda », Pater, « scit quid desideret Spiritus, quia secundum Deum postulat pro sanctis » (Rom 8,27). Oratio ad Patrem nostrum in arcanam missionem inseritur Filii et Spiritus. III. Oratio Ecclesiae

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