Catecismo · § 2794

IV. «Que estais nos céus»

Esta expressão bíblica não significa um lugar («o espaço»), mas um modo de ser; não é o distanciamento de Deus, mas a sua majestade. O nosso Pai não está «algures», está «para além de tudo» o que podemos conceber da sua santidade. E é por ser três vezes santo que Ele está mesmo junto do coração humilde e contrito: «É com razão que estas palavras: "Pai nosso que estais nos céus" se referem ao coração dos justos, nos quais Deus habita como em seu templo. Por isso, também aquele que ora há-de desejar ver morar em si Aquele a quem invoca» (44). «Os "céus" também poderiam muito bem ser aqueles que trazem em si a imagem do mundo celeste e em quem Deus mora e passeia» (45).

Latim

Haec biblica locutio non significat quemdam locum (« spatium »), sed modum essendi; non Dei longinquitatem, sed Eius maiestatem. Pater noster non est « alibi », Ipse est « ultra omnia » ea quae de Eius sanctitate possumus cogitare. Quia Ipse ter Sanctus est, cordi humili et contrito est prorsus proximus: « Recte ergo intelligitur quod dictum est, Pater noster qui es in caelis, in cordibus iustorum esse dictum, tamquam in templo sancto Suo. Simul etiam ut qui orat, in se quoque ipso velit habitare quem invocat ». 267 « Caeli autem etiam essent ii qui caelestis imaginem ferunt, in quibus est Deus inhabitans et inambulans ». 268

Abrir no Catecismo da Igreja Católica completo →