Catecismo · § 2807

I. «Santificado seja o vosso nome»

A palavra «santificar» deve ser entendida, aqui, antes de mais, não no seu sentido causativo (só Deus santifica, torna santo), mas sobretudo num sentido estimativo: reconhecer como santo, tratar de um modo santo. É assim que, na adoração, esta invocação é por vezes entendida como louvor e acção de graças (57). Mas esta petição é-nos ensinada por Jesus na forma optativa: um pedido, um desejo, e expectativa na qual Deus e o homem estão empenhados. Desde a primeira petição ao nosso Pai, mergulhamos no mistério íntimo da sua divindade e no drama da salvação da nossa humanidade. Pedir-Lhe que o seu nome seja santificado é envolvermo-nos «no desígnio benevolente que Ele de antemão formou a nosso respeito» (Ef 1, 9), para que «sejamos santos e imaculados diante d'Ele, no amor» (Ef 1, 4).

Latim

Verbum « sanctificare » debet hic intelligi, non imprimis suo sensu causativo (solus Deus sanctificat, sanctum efficit), sed praecipue sensu aestimativo: tamquam sanctum agnoscere, sancte tractare. Sic in adoratione, haec invocatio quandoque tamquam laus intelligitur et gratiarum actio. 280 Sed Iesus nos hanc docuit petitionem tamquam optativam formam: petitionem, desiderium et exspectationem in qua Deus et homo innectuntur. Inde a prima petitione orationis in intimum Eius divinitatis immergimur mysterium et in drama salutis humanitatis nostrae. Petere ut Nomen Eius sanctificetur nos implicat in « beneplacitum Eius quod proposuit » (Eph 1,9), « ut essemus sancti et immaculati in conspectu Eius in caritate » (Eph 1,4).

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