DEUS SUSTENTA E CONDUZ A CRIAÇÃO
Depois da criação, Deus não abandona a criatura a si mesma. Não só lhe dá o ser e o existir, mas a cada instante a mantém no ser, lhe dá o agir e a conduz ao seu termo. Reconhecer esta dependência total do Criador é fonte de sabedoria e de liberdade, de alegria e de confiança: «Vós amais tudo quanto existe e não tendes aversão a coisa alguma que fizestes: se tivésseis detestado alguma criatura, não a teríeis formado. Como poderia manter-se qualquer coisa, se Vós não quisésseis? Como é que ela poderia durar, se não a tivésseis chamado à existência? Poupais tudo, porque tudo é vosso, ó Senhor, que amais a vida» (Sb 11, 24-26).
Post creationem, Deus Suam sibi ipsi non derelinquit creaturam. Ei non solum esse et exsistere praebet, sed eam in « esse » singulis conservat momentis, ei agere tribuit eamque ad eius ducit terminum. Hanc absolutam relate ad Creatorem agnoscere dependentiam fons est sapientiae et libertatis, gaudii et fiduciae: « Diligis enim omnia, quae sunt, et nihil odisti eorum, quae fecisti; nec enim, si odisses, aliquid constituisses. Quomodo autem posset aliquid permanere, nisi Tu voluisses? Aut, quod a Te vocatum non esset, conservaretur? Parcis autem omnibus, quoniam Tua sunt, Domine, qui amas animas » (Sap 11,24-26). V. Deus consilium Suum ducit in rem: divina providentia