§ 339
Cada criatura possui a sua bondade e perfeição próprias. Acerca de cada uma das obras dos «seis dias» está escrito: «E Deus viu que era bom». «Foi em virtude da própria criação que todas as coisas foram estabelecidas segundo a sua consistência, a sua verdade, a sua excelência própria, com o seu ordenamento e leis específicas» (206). As diferentes criaturas, queridas pelo seu próprio ser, reflectem, cada qual a seu modo, uma centelha da sabedoria e da bondade infinitas de Deus. É por isso que o homem deve respeitar a bondade própria de cada criatura, para evitar o uso desordenado das coisas, que despreza o Criador e traz consigo consequências nefastas para os homens e para o seu meio ambiente.
Unaquaeque natura suam bonitatem et suam perfectionem possidet proprias. De singulis operibus « sex dierum » dicitur: « Et vidit Deus quod esset bonum ». « Ex ipsa enim creationis condicione res universae propria firmitate, veritate, bonitate propriisque legibus ac ordine instruuntur ». 222 Diversae creaturae, in suo esse proprio volitae, radium reverberant, unaquaeque suo modo, infinitae sapientiae et infinitae bonitatis Dei. Hac de causa, homo bonitatem propriam uniuscuiusque creaturae revereri debet, ut usus rerum vitetur inordinatus, qui Creatorem contemnit et consequentias nefastas pro hominibus et pro eorum ambitu secum fert.