III. O pecado original — A PROVA DA LIBERDADE
Deus criou o homem «à sua imagem» e constituiu-o na sua amizade. Criatura espiritual, o homem só pode viver esta amizade na modalidade da livre submissão a Deus. É isso o que exprime a proibição feita ao homem de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, «pois no dia em que o comeres, morrerás» (Gn 2, 17). A «árvore de conhecer o bem e o mal»(Gn 2, 17) evoca simbolicamente o limite intransponível que o homem, como criatura, deve livremente reconhecer e confiadamente respeitar. O homem depende do Criador. Está sujeito às leis da criação e às normas morais que regulam o exercício da liberdade.
Deus hominem ad Suam creavit imaginem et in amicitia constituit Sua. Homo, creatura spiritualis, in hac amicitia vivere non potest nisi per modum liberae submissionis ad Deum. Hoc exprimit prohibitio homini facta edendi de arbore scientiae boni et mali, « in quocumque enim die comederis ex eo, morte morieris » (Gn 2,17). Lignum « scientiae boni et mali » (Gn 2,17) symbolice limitem suggerit intransgressibilem quem homo, quatenus creatura, libere agnoscere et fidenter observare debet. Homo a Creatore pendet; legibus creationis et normis est submissus moralibus quae libertatis regulant usum. Primum peccatum hominis