§ 444
Os evangelhos referem, em dois momentos solenes, no baptismo e na transfiguração de Cristo, a voz do Pai, que O designa como seu «filho muitoamado» (60). Jesus designa-Se a Si próprio como «o Filho único de Deus» (Jo 3, 16), afirmando por este título a sua preexistência eterna (61). E exige a fé «no nome do Filho único de Deus» (Jo 3, 18). Esta profissão de fé cristã aparece já na exclamação do centurião diante de Jesus crucificado: «Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus!» (Mc 15, 39); porque somente no Mistério Pascal o crente pode dar pleno significado ao título de «Filho de Deus».
Evangelia referunt in duobus momentis sollemnibus, in Baptismo et in Transfiguratione Christi, vocem Patris Illum tamquam « Filium Suum dilectum » denotasse.60 Iesus Se Ipsum tamquam Filium Dei Unigenitum denotat 61 et hoc titulo Suam aeternam affirmat praeexsistentiam.62 Fidem postulat « in nomen Unigeniti Filii Dei » (Io 3,18). Haec confessio christiana iam in exclamatione centurionis apparet coram Iesu in cruce: « Vere homo hic Filius Dei erat » (Mc 15,39). Solummodo in mysterio Paschali potest credens titulo « Filii Dei » ultimam eius praebere significationem.