A VIRGINDADE DE MARIA
Desde as primeiras formulações da fé (152), a Igreja confessou que Jesus foi concebido unicamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando igualmente o aspecto corporal deste acontecimento: Jesus foi concebido « absque semine, [...] ex Spiritu Sancto – do Espírito Santo, sem sémen [de homem]» (153). Os Santos Padres vêem, na conceição virginal, o sinal de que foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio ao mundo numa humanidade como a nossa: Diz, por exemplo, Santo Inácio de Antioquia (princípio do século II): «Vós estais firmemente convencidos, a respeito de nosso Senhor, que Ele é verdadeiramente da raça de David segundo a carne (154). Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus (155); verdadeiramente nascido duma virgem [...], foi verdadeiramente crucificado por nós, na sua carne, sob Pôncio Pilatos [...] e verdadeiramente sofreu, como também verdadeiramente ressuscitou» (156).
Inde a primis fidei formulis, 154 Ecclesia professa est Iesum per solam virtutem Sancti Spiritus in sinu Virginis Mariae esse conceptum, rationem etiam corporalem huius affirmans eventus: Iesus « absque semine [...] ex Spiritu Sancto » conceptus est. 155 Patres in conceptione virginali signum perspiciunt de eo quod vere Filius Dei in humanitate venit sicut nostra: Ita sanctus Ignatius Antiochenus (initio saeculi secundi): « Observavi vos [...] plena firmaque fide credentes in Dominum nostrum vere oriundum ex genere David secundum carnem, 156 Filium Dei secundum voluntatem et potentiam Dei, 157 natum vere ex virgine; [...] vere sub Pontio Pilato [...] clavis confixum pro nobis in carne [...]. Vere passus est, ut et vere resuscitavit ». 158