§ 528
A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo. Juntamente com o baptismo de Jesus no Jordão e as bodas de Caná (231), a Epifania celebra a adoração de Jesus pelos «magos» vindos do Oriente (232). Nestes «magos», representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações, que acolhem a Boa-Nova da salvação pela Encarnação. A vinda dos magos a Jerusalém, para «adorar o rei dos judeus» (233), mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de David (234), Aquele que será o rei das nações (235). A sua vinda significa que os pagãos não podem descobrir Jesus e adorá-Lo como Filho de Deus e Salvador do mundo, senão voltando-se para os Judeus (236) e recebendo deles a sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento (237). A Epifania manifesta que «todos os povos entram na família dos patriarcas» (238) e adquire a «israelitica dignitas» – a dignidade própria do povo eleito (239).
Epiphania est Iesu, ut Messiae Israel, Filii Dei et Salvatoris mundi, manifestatio. Cum baptismate Iesu in Iordane et nuptiis Cana, 233 adorationem Iesu celebrat a « magis » qui ab oriente venerant. 234 Evangelium in his « magis » religiones paganas circumstantes repraesentantibus perspicit primitias nationum quae Bonum Nuntium accipiunt salutis per Incarnationem. Magorum adventus in Ierusalem ad regem Iudaeorum adorandum 235 ostendit, eos in Israel, sub luce messianica stellae David, 236 Illum quaerere, qui rex erit nationum. 237 Eorum adventus significat paganos Iesum invenire et Illum ut Filium Dei et Salvatorem mundi adorare non posse nisi se ad Iudaeos vertant 238 et ab illis Promissionem accipiant messianicam sicut in Vetere continetur Testamento. 239 Epiphania manifestat gentium plenitudinem intrare in Patriarcharum familiam 240 et « Israeliticam dignitatem » 241 acquirere.