§ 534
O reencontro de Jesus no templo (250) é o único acontecimento que quebra o silêncio dos evangelhos sobre os anos ocultos de Jesus. Nele, Jesus deixa entrever o mistério da sua consagração total à missão decorrente da sua filiação divina: «Não sabíeis que Eu tenho de estar na casa do meu Pai?». Maria e José «não compreenderam» esta palavra, mas acolheram-na na fé, e Maria «guardava no coração todas estas recordações», ao longo dos anos em que Jesus permaneceu oculto no silêncio duma vida normal. 535 O início (251) da vida pública de Jesus é o seu baptismo por João, no rio Jordão (252). João pregava «um baptismo de penitência, em ordem à remissão dos pecados» (Lc 3, 3). Uma multidão de pecadores, publicanos e soldados (253), fariseus e saduceus (254) e prostitutas vinha ter com ele, para que os baptizasse. «Então aparece Jesus». O Baptista hesita, Jesus insiste: e recebe o baptismo. Então o Espírito Santo, sob a forma de pomba, desce sobre Jesus e uma voz do céu proclama: «Este é o meu Filho muito amado» (Mt 3,13-17). Tal foi a manifestação («epifania») de Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus.
Iesu inventio in Templo 252 solus est eventus qui Evangeliorum de annis occultis Iesu rumpit silentium. Ibi Iesus Suae totalis consecrationis missioni e Sua filiatione divina provenienti mysterium permittit suspicari: « Nesciebatis quia in his, quae Patris mei sunt, oportet me esse? ». Maria et Ioseph hoc verbum « non intellexerunt », sed illud in fide acceperunt, et Maria « conservabat omnia verba in corde suo » per totum decursum annorum quibus Iesus in vitae ordinariae silentio permanebat occultus. III. Mysteria vitae publicae Iesu Iesu baptismus