§ 582
Indo mais longe, Jesus cumpriu a lei sobre a pureza dos alimentos, tão importante na vida quotidiana judaica, explicando o seu sentido «pedagógico» (370) por uma interpretação divina: «Não há nada fora do homem que, ao entrar nele, o possa tornar impuro [...] – e assim declarava puros todos os alimentos – [...]. O que sai do homem é que o toma impuro. Pois, do interior do coração dos homens é que saem os pensamentos perversos» (Mc 7, 18-21). Proporcionando, com autoridade divina, a interpretação definitiva da Lei, Jesus colocou-Se numa situação de confronto com certos doutores da Lei, que não aceitavam a sua interpretação, muito embora garantida pelos sinais divinos que a acompanhavam (371). Isto vale sobretudo para a questão do sábado: Jesus lembra, e muitas vezes com argumentos rabínicos (372), que o repouso sabático não é violado pelo serviço de Deus (373) ou do próximo (374) que as suas curas realizam.
Iesus, ulterius procedens, de puritate alimentorum perfecit Legem, tanti momenti in vita quotidiana Iudaeorum, eius sensum aperiens « paedagogicum » 372 per interpretationem divinam: « Omne extrinsecus introiens in hominem non potest eum coinquinare, [...] — purgans omnes escas. Dicebat autem: Quod de homine exit, illud coinquinat hominem; ab intus enim de corde hominum, cogitationes malae procedunt » (Mc 7,18-21). Iesus, interpretationem Legis definitivam tradens cum auctoritate divina, inventus est in oppositione ad quosdam Legis doctores qui Eius interpretationem non accipiebant, licet signis divinis confirmatam quae illam comitabantur. 373 Hoc peculiariter valet de sabbati quaestione: Iesus saepe cum argumentis rabbinicis 374 commemorat requiem sabbati non perturbari Dei 375 vel proximi servitio 376 quod Eius praestant sanationes. II. Iesus et Templum