Catecismo · § 589

§ 589

Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos (399). Chegou, até, a dar a entender que, sentando-Se à mesa dos pecadores (400), os admitia no banquete messiânico (401). Mas foi muito particularmente ao perdoar os pecados que Jesus colocou as autoridades religiosas de Israel perante um dilema. É que, como essas autoridades justamente dizem, apavoradas, «só Deus pode perdoar os pecados» (Mc 2, 7). Jesus ao perdoar os pecados, ou blasfema por ser um homem que se faz igual a Deus (402), ou diz a verdade e a Sua pessoa torna então presente e revela o nome de Deus (403).

Latim

Iesus scandalum praecipue fuit quia Ipse Suum modum misericorditer agendi in peccatores cum modo agendi identificavit Ipsius Dei respectu eorum. 401 Ipse processit usque ad insinuandum Se, mensam participando peccatorum, 402 eos ad convivium admittere messianicum. 403 Sed praesertim peccata dimittens, Iesus auctoritates religiosas Israel ante dilemma collocavit. Nonne recte in sua dicerent consternatione: « Quis potest dimittere peccata nisi solus Deus? » (Mc 2,7)? Iesus, peccata dimittens, aut blasphemat quia est homo qui se Deo facit aequalem, 404 aut verum dicit et Eius Persona Nomen reddit praesens et revelat Dei. 405

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