I. O processo de Jesus — DIVISÕES ENTRE AS AUTORIDADES JUDAICAS A RESPEITO DE JESUS
Entre as autoridades religiosas de Jerusalém, não somente se encontravam o fariseu Nicodemos (421) e o notável José de Arimateia, discípulos ocultos de Jesus (422), mas também, durante muito tempo, houve dissensões a respeito d'Ele (423) ao ponto de, na própria véspera da paixão. João poder dizer deles que «um bom número acreditou n' Ele», embora de modo assaz imperfeito (Jo 12, 42); o que não é nada de admirar, tendo-se presente que, no dia seguinte ao de Pentecostes, «um grande número de sacerdotes se submetia à fé»(Act 6, 7) e «alguns homens do partido dos fariseus tinham abraçado a fé» (Act 15, 5), de tal modo que São Tiago podia dizer a São Paulo que «muitos milhares entre os judeus abraçaram a fé e todos têm zelo pela Lei» (Act 21, 20).
Inter religiosas Hierosolymorum auctoritates non inventi sunt solummodo Pharisaeus Nicodemus 423 et procer Ioseph ab Arimathaea qui discipuli Iesu fuerunt secreto, 424 sed diu dissensiones circa Eum exortae sunt 425 ita ut, pridie ante passionem, sanctus Ioannes dicere potuerit: « Ex principibus multi crediderunt in Eum », licet modo valde imperfecto (Io 12,42). Hoc prorsus mirandum non est si consideretur immediate post Pentecosten « multa etiam turba sacerdotum oboediebat fidei » (Act 6,7) et erant « quidam de haeresi Pharisaeorum, qui crediderant » (Act 15,5) ita ut sanctus Iacobus sancto Paulo dicere potuerit: « Vides, frater, quot milia sint in Iudaeis, qui crediderunt, et omnes aemulatores sunt Legis » (Act 21,20).