III. Cristo ofereceu-Se a Si mesmo ao Pai pelos nossos pecados — TODA A VIDA DE CRISTO É OBLAÇÃO AO PAI
O Filho de Deus, «descido do céu, não para fazer a sua vontade mas a do seu Pai, que O enviou» (462), «diz, ao entrar no mundo: [...] Eis-me aqui, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade. [...] E em virtude dessa mesma vontade, é que nós fomos santificados, pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre» (Heb 10, 5-10). Desde o primeiro instante da sua Encarnação, o Filho faz seu o plano divino de salvação, no desempenho da sua missão redentora: «O meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e realizar a sua obra» (Jo 4, 34). O sacrifício de Jesus «pelos pecados do mundo inteiro» (1 Jo 2, 2) é a expressão da sua comunhão amorosa com o Pai: «O Pai ama-Me, porque Eu dou a minha vida» (Jo 10, 17). «O mundo tem de saber que amo o Pai e procedo como o Pai Me ordenou»(Jo 14, 31).
Filius Dei qui descendit de caelo, non ut faciat voluntatem Suam sed voluntatem Eius qui misit Illum, 464 « ingrediens mundum dicit: [...] Ecce venio [...] ut faciam, Deus, voluntatem Tuam; [...] in qua voluntate sanctificati sumus per oblationem corporis Christi Iesu in semel » (Heb 10,5-10). Filius a primo instanti Incarnationis Suae consilium divinae salutis amplectitur in Sua missione redemptrice: « Meus cibus est, ut faciam voluntatem Eius, qui misit me, et ut perficiam opus Eius » (Io 4,34). Iesu sacrificium « pro [peccatis] totius mundi » (1 Io 2,2) expressio est Suae amoris communionis cum Patre: « Propterea me Pater diligit, quia ego pono animam meam » (Io 10,17). Oportet « ut cognoscat mundus quia diligo Patrem, et sicut mandatum dedit mihi Pater, sic facio » (Io 14,31).