§ 644
Mesmo confrontados com a realidade de Jesus Ressuscitado, os discípulos ainda duvidam (561) de tal modo isso lhes parecia impossível: julgavam ver um fantasma (562). «Por causa da alegria, estavam ainda sem querer acreditar e cheios de assombro» (Lc 24, 41). Tomé experimentará a mesma provação da dúvida (563), e quando da última aparição na Galileia, referida por Mateus, «alguns ainda duvidavam» (Mt 28, 17).É por isso que a hipótese, segundo a qual a ressurreição teria sido um «produto» da fé (ou da credulidade) dos Apóstolos, é inconsistente. Pelo contrário, a sua fé na ressurreição nasceu — sob a acção da graça divina da experiência directa da realidade de Jesus Ressuscitado.
Discipuli, etiam ante Iesu resuscitati positi realitatem, adhuc dubitant; 563 tam impossibilis eis videbatur res: illi spiritum videre putabant, 564 « adhuc autem illis non credentibus prae gaudio et mirantibus » (Lc 24,41). Thomas eamdem dubii experietur probationem, 565 et occasione ultimae apparitionis in Galilaea quam Matthaeus narrat, « quidam [...] dubitaverunt » (Mt 28,17). Hac de causa, hypothesis, secundum quam Resurrectio « effectus » fuisset fidei (vel credulitatis) Apostolorum, fundamento caret. Omnino e contra, eorum fides in Resurrectionem orta est — sub gratiae divinae actione — ex directa experientia realitatis Iesu resuscitati. Status humanitatis resuscitatae Christi