Catecismo · § 684

§ 684

O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (2). No entanto, Ele é o último na revelação das Pessoas da Santíssima Trindade. São Gregário de Nazianzo, «o Teólogo», explica esta progressão pela pedagogia da «condescendência» divina: «O Antigo Testamento proclamava manifestamente o Pai e mais obscuramente o Filho. O Novo manifestou o Filho e fez entrever a divindade do Espírito. Agora, porém, o próprio Espírito vive connosco e manifesta-se a nós mais abertamente. Com efeito, quando ainda não se confessava a divindade do Pai, não era prudente proclamar abertamente o Filho: e quando a divindade do Filho ainda não era admitida, não era prudente acrescentar o Espírito Santo como um fardo suplementar, para empregar uma expressão um tanto ousada [...] É por avanços e progressões "de glória em glória " que a luz da Trindade brilhará em mais esplendorosas claridades» (3).

Latim

Spiritus Sanctus, gratia Sua, primus est in fide excitanda nostra et in vita nova quae solum Patrem cognoscere est et quem Ipse misit, Iesum Christum.2 Ille tamen est ultimus in revelatione Personarum Sanctissimae Trinitatis. Sanctus Gregorius Nazianzenus, « Theologus », hanc progressionem per « condescendentiae » divinae explicat paedagogiam: « Vetus Testamentum Patrem aperte praedicabat, Filium obscurius. Novum autem nobis Filium perspicue ostendit, et Spiritus divinitatem subobscure quodammodo indicavit. Nunc vero Spiritus Ipse nobiscum versatur, seseque nobis apertius declarat. Neque enim tutum erat, Patris divinitate nondum confessa, Filium aperte praedicari: nec Filii divinitate nondum admissa, Spiritum Sanctum velut graviorem quamdam, si ita loqui fas est, sarcinam nobis ingeri: [...] quin tacitis potius accessionibus et [...] ascensionibus, atque "e claritate in claritatem" progressionibus et incrementis, Trinitatis lumen splendoribus illuceret ».3

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