III. O Espírito e a Palavra de Deus, no tempo das promessas
Desde o princípio até à «plenitude do tempo» (50), a missão conjunta do Verbo e do Espírito do Pai permanece oculta, mas está actuante. O Espírito de Deus prepara o tempo do Messias: e um e outro, ainda não plenamente revelados, já são prometidos com o fim de serem esperados e acolhidos quando da sua manifestação. É por isso que, quando a Igreja lê o Antigo Testamento (51) perscruta nele (52) o que o Espírito, «que falou pelos profetas» (53), nos quer dizer acerca de Cristo. Por «profetas», a fé da Igreja entende aqui todos aqueles que o Espírito Santo inspirou no anúncio vivo e na redacção dos Livros santos, tanto do Antigo como do Novo Testamento. A tradição judaica distingue a Lei (os cinco primeiros livros ou Pentateuco), os Profetas (os livros ditos históricos e proféticos) e os Escritos (sobretudo sapienciais, em particular os Salmos) (54).
Ab initio usque ad « Plenitudinem temporis »,50 missio coniuncta Verbi et Spiritus Patris occulta manet, sed ea operatur. Spiritus Dei tempus praeparat Messiae, et ambo, quin adhuc plene sint revelati, iam promissi sunt ut exspectentur et accipiantur cum Eorum fiat manifestatio. Hac de causa, Ecclesia cum Vetus legit Testamentum,51 scrutatur52 id quod Spiritus « qui locutus est per Prophetas »,53 nobis de Christo dicere intendit. Verbo « prophetae », fides Ecclesiae hic intelligit omnes illos quos Spiritus Sanctus inspiravit in viva annuntiatione et in Libris Sanctis redigendis tam Veteris quam Novi Testamenti. Traditio Iudaica distinguit Legem (quinque primos libros seu Pentateuchum), Prophetas (libros quos historicos et propheticos dicimus) et Scripta (praecipue libros sapientiales et Psalmos).54 In creatione