I. A maternidade de Maria em relação à Igreja
O papel de Maria em relação à Igreja é inseparável da sua união com Cristo e decorre dela directamente. «Esta associação de Maria com o Filho na obra da salvação, manifesta-se desde a concepção virginal de Cristo até à sua morte» (527). Mas é particularmente manifesta na hora da sua paixão: «A Bem-aventurada Virgem avançou na peregrinação de fé, e manteve fielmente a sua união como Filho até à Cruz, junto da qual esteve de pé, não sem um desígnio divino; padeceu acerbamente com o seu Filho único e associou-se com coração de mãe ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da vítima que d'Ela nascera; e, por fim, foi dada por mãe ao discípulo pelo próprio Jesus Cristo, agonizante na Cruz, com estas palavras: "Mulher, eis aí o teu filho" (Jo 19, 26-27)» (528).
Munus Mariae erga Ecclesiam ab eius unione cum Christo est inseparabile, ex ea directe derivatur. « Haec autem Mariae cum Filio in opere salutari coniunctio a tempore virginalis conceptionis Christi ad Eius usque Mortem manifestatur ».528 In hora passionis Eius illa est peculiariter manifesta: « Beata Virgo in peregrinatione fidei processit, suamque unionem cum Filio fideliter sustinuit usque ad crucem, ubi non sine divino consilio stetit, vehementer cum Unigenito suo condoluit et sacrificio Eius se materno animo sociavit, victimae de se genitae immolationi amanter consentiens; ac demum ab Eodem Christo Iesu in cruce moriente uti mater discipulo, hisce verbis data est: "Mulier, ecce filius tuus" » (cf Io 19,26-27).529