III. Maria - ícone escatológico da Igreja
Depois de termos falado da Igreja, da sua origem, missão e destino, não poderíamos terminar melhor do que voltando a olhar para Maria, a fim de contemplar nela o que a Igreja é no seu mistério, na sua «peregrinação da fé», e o que será na pátria ao terminar a sua caminhada, onde a espera, na «glória da santíssima e indivisa Trindade» e «na comunhão de todos os santos» (543), Aquela que a mesma Igreja venera como Mãe do seu Senhor e como sua própria Mãe: «Assim como, glorificada já em corpo e alma, a Mãe de Jesus é imagem e início da igreja que se há-de consumar no século futuro, assim também, brilha na terra como sinal de esperança segura e de consolação, para o povo de Deus ainda peregrino» (544). Resumindo:
Postquam de Ecclesia, de eius origine, de missione eius atque de eius destinatione sumus locuti, melius concludere non possumus quam erga Mariam vertens intuitum ut in illa contemplemur quid Ecclesia in suo mysterio, in sua sit « peregrinatione fidei », et quid ipsa in patria futura sit, in sui itineris fine, ubi eam, « ad gloriam Sanctissimae et individuae Trinitatis », « in omnium sanctorum communione »,544 illa exspectat quam Ecclesia tamquam Matrem Domini sui suamque propriam Matrem veneratur. « Interim autem Mater Iesu, quemadmodum in caelis corpore et anima iam glorificata, imago et initium est Ecclesiae in futuro saeculo consummandae, ita his in terris, quoadusque advenerit dies Domini, tamquam signum certae spei et solatii peregrinanti populo Dei praelucet ».545 Compendium