Catecismo · § 1031

§ 1031

A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativamente ao Purgatório sobretudo nos concílios de Florença (622) e de Trento (623). A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura (624) fala dum fogo purificador: «Pelo que diz respeito a certas faltas leves, deve crer-se que existe, antes do julgamento, um fogo purificador, conforme afirma Aquele que é a verdade, quando diz que, se alguém proferir uma blasfémia contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro (Mt 12, 32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo e outras no mundo que há-de vir» (625).

Latim

Ecclesia purgatorium hanc finalem appellat electorum purificationem quae prorsus a damnatorum poena est diversa. Ecclesia doctrinam fidei relate ad purgatorium formulavit, praecipue in Conciliis Florentino 624 et Tridentino. 625 Ecclesiae Traditio, se ad quosdam Scripturae textus referens, 626 de igne loquitur purificatorio: « De quibusdam levibus culpis esse ante iudicium purgatorius ignis credendus est, pro eo quod veritas dicit quia si quis in Sancto Spiritu blasphemiam dixerit, neque in hoc saeculo remittetur ei, neque in futuro (Mt 12,32). In qua sententia datur intelligi quasdam culpas in hoc saeculo, quasdam vero in futuro posse laxari ». 627

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